23 setembro 2013

5

Resenha: Refúgio


Livro: Refúgio
Autor:
Harlan Coben
Editora:
Arqueiro
Páginas:
224


Sinopse:

Apresentado ao público pela primeira vez no suspense "Alta tensão", Mickey Bolitar se vê obrigado a ir morar com seu tio Myron, um ex-agente do FBI, após testemunhar a morte do pai e internar a própria mãe numa clínica de reabilitação.
Agora o rapaz precisa se esforçar para conviver com o tio, de quem nunca gostou muito, e ainda se adaptar ao novo colégio. Para sua sorte, ele logo arruma uma namorada, a doce Ashley, que também é nova na escola. Quando sua vida parece estar entrando nos eixos, o destino lhe reserva uma surpresa: Ashley desaparece misteriosamente.
Determinado a não perder mais uma pessoa importante em sua vida, Mickey contará com a ajuda de seus novos amigos, os excêntricos Ema e Colherada, para seguir o rastro da namorada.
Para piorar, uma idosa reclusa da vizinhança lhe conta que seu pai ainda está vivo, sem dar maiores explicações. Quando esses dois mistérios se cruzam, Mickey descobre que está envolvido numa rede de intrigas que o levará a questionar a vida que acreditava ter.
Perspicaz e esperto como o tio Myron, Mickey está disposto a fazer tudo o que for preciso para salvar as pessoas que ama.


RESENHA:

Pra quem é fã do Myron Bolitar, agora vê uma miniatura dele na nova série do Mikey Bolitar (sobrinho de Myron). Embora ele tenha sido apresentado no livro Alta Tensão, eu li Refúgio primeiro, então já sabia de sua existência.
No início pensei que era uma série que o Harlan escreveu voltado para adolescente. Porém ao decorrer da leitura, você descobre que a desenvoltura de Mikey é de família.

Mikey não gosta de Myron por conta uma briga feia entre ele e seu pai, e pra piorar passar a morar com o tio e estudar na mesma escola que ele e seu pai estudaram. A partir dai, ser comparado com Myron é só um mero detalhe, já que Mikey também adora basquete e é muito bom nas artes marciais.

Nessa nova rotina na escola acaba criando amizades com "Colherada" e "Ema" (pra quem acompanha as séries do Myron, uma comparação de Win e Esperanza é bem possível) e se vê "gamadinho" em Ashley.
A partir dai começa a história. Ashley desaparece misteriosamente da escola e Mickey resolve procurar sua "namoradinha" a todo custo, e seus amigos acabam entrando junto nessa caçada.

Para dar mais um clima de suspense a história, ele acaba ouvindo de Dona Morcega (uma velha sinistra que mora num casarão caindo aos pedaços na rua onde mora o Myron), que seu pai estaria vivo. Essa declaração faz com que Mickey busque respostas e ao tentar encontrá-las, irá presenciar uma ligação forte entre seus pais, seu passado e a chave de todo o mistério.

Um livro de leitura rápida, com uma linguagem voltada para os jovens, com o mesmo ritmo de suspense das séries do Myron.
A maior diferença entre as séries, é que a do Mikey é uma sequência, e se você ler fora de ordem pode acabar se perdendo
Aguarde resenha do Livro 2.

01 setembro 2013

2

Resenha: O Castelo de papel



Livro: O Castelo de papel
Autor: Mary Del Priore
Editora: Rocco
Páginas: 320

Sinopse:
O castelo de papel narra a biografia cruzada da princesa Isabel e seu marido, o conde d’Eu. Ele, um nobre europeu, neto do último rei da França. Ela, obediente filha e herdeira do Império do Brasil. Em comum, a formação rígida e a devoção religiosa. A união por interesses familiares não impediu que fossem apaixonados por toda a vida, representando o retrato acabado do romance do século XIX. Através da história dos dois, o livro revela a tensa atmosfera de um mundo em transição. Mary del Priore é uma das mais importantes historiadoras do Brasil e grande especialista no período do Império.

RESENHA:

Como grande fã de livros de História do Brasil, ganhei esse lindo presente de aniversário e acabei descobrindo uma parte da história do Império que eu desconhecia.
Mary del Priore traça a vida da princesa Isabel e o príncipe consorte Conde D’eu  e nos transporta para dentro da história da corte do Brasil Império, atrasado e bem conservador, enquanto o mundo estava se desenvolvendo.
 O livro mostra que Isabel era uma mulher recatada, dedicada à jardinagem, à família, à religião, até com certo preconceito com relação aos escravos - que terminaria por libertar por meio da Lei Áurea, em 1888. Embora nos livros de história tenha solidificado a imagem dela como uma figura progressista, amplamente abolicionista e ambiciosa, os documentos a mostram bem menos "revolucionária".
Isabel era completamente apaixonada pelo seu marido, a forma carinhosa que eles se tratavam é relatada através de cartas, enquanto ele estava em batalha, na Guerra do Paraguai.
Gastão (Conde d’Eu) era neto do rei francês deposto em 1948, Luis Felipe, e abdicou da possível sucessão ao trono galês em troca do sonho de reinar nos trópicos, para desespero de seu pai, Nemours. Casado com a princesa Isabel, via na nova nação a possibilidade de aplicar suas ideias liberais.
Já Dom Pedro, não dava espaços para o genro no governo. Mesmo durante a Guerra do Paraguai, foi difícil conseguir que o imperador o enviasse ao campo de batalha. Ao perceber que não teria chances que se envolver com a política do Brasil, Gastão isolava-se com Isabel longe da corte.
O livro não retrata diretamente a única história associada à Princesa, que foi a Abolição, porém nos leva a um contexto no esse acontecimento dá início a um novo pensamento. Um pensamento liberal, influenciando assim os republicanos.
A saída da família Real do Brasil e a Proclamação da República encerram essa surpreendente história.

Sugestão:

  • Leitura dos dois livros de Laurentino Gomes (1808 e 1822), para acompanhar os passos da Família Real no Brasil.
  • Em seguida leia: O Castelo de Papel
  • E por ultimo: 1889 (Laurentino Gomes)
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